segunda-feira, dezembro 31, 2012

Eucalipto do bem, e do mal.


Leiam com olhar crítico sempre!

É importante que todos reflitam a realidade do Eucalipto no extremo sul da Bahia, e o quanto um plantio desmedido pode prejudicar, não apenas o meio ambiente, mas uma economia solidária e criativa, um desenvolvimento que assegure direitos aos nativos, e que promova a cultura, a identidade, e a diversidade de oportunidades de felicidade, que possam ir além da marcha, falsamente verde, da monocultura do eucalipto.

"O Brasil detém a marca de maior produtor mundial de celulose branqueada. As unidades industriais estão distribuídas entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia. Nessa região, segundo dados levantados pela pesquisa O FALSO VERDE, as empresas de celulose estão ligadas a diversos crimes, dentre eles lavagem de dinheiro, fraude, corrupção, sonegação de impostos e crimes ambientais e trabalhistas.

O principal controlador das empresas envolvidas com os problemas é o BNDES, seguido por Votorantim e Fibria. O banco aumentou a injeção de recursos no setor em 2009, em decorrência da crise internacional. Hoje, é o principal investidor em celulose no mundo.

A pesquisa, liderada pelo jornalista Marques Casara, mostra o passo a passo das fraudes e dos crimes tributários, ambientais e trabalhistas ligados à cadeia produtiva da celulose.

Mostra também como as empresas da região falsificaram documentos e se uniram a oficiais do Exército para expulsar moradores que habitavam a região.

A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Observatório Social e da Papel Social Comunicação. A íntegra do documento estará disponível para download a partir do dia 18 de dezembro, no site das duas organizações.
O responsável pelo estudo, o jornalista Marques Casara, atua em pesquisas de cadeias produtivas desde 2002, quando identificou a existência de trabalho escravo na produção do aço brasileiro. Desde então, publicou diversos estudos sobre problemas socioambientais nas cadeias produtivas da siderurgia, da mineração, da madeira e do vestuário. Casara foi duas vezes agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo e outras duas com o prêmio Vladimir Herzog".

Fórum Brasil de Restauração Ecológica e de Áreas Degradadas

PARTICIPEM
O LINK AQUI

O BRASIL PRECISA PARAR DE CORTAR ÁRVORES, E COMEÇAR A PLANTAR ÁRVORES, ÁGUA, CLIMA E BEM ESTAR. CERTO? CERTO, MAS AINDA É MUITO MAIS... É GARANTIR OS SONS, OS MOVIMENTOS, AS CORES, TODOS OS SIGNIFICADOS DA VIDA PARA OS NOSSOS FILHOS, NOSSOS, POR PRESENTE COMO TUDO QUE DEUS NOS DEU. NÃO DÁ PARA CONFUNDIR ESSE LEGADO, ESSE PODER E ESSA VERDADE COM NENHUMA ILUSÃO. ESSE PODER TEM 4,5 BILHÕE DE ANOS, E É NELE QUE VAMOS CONFIAR DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO.

FELIZ 2013

segunda-feira, novembro 26, 2012

Licença Prévia do IBAMA para o Porto Sul dispara o sinal de alerta vermelho na conservação da natureza.

Apesar dos pesares, o IBAMA vacilou e desconstruiu sua missão institucional de órgão licenciador independente, e principal referência para o cumprimento da lei ambiental, ao emitir uma licença sinalizando sua permissão para que uma mega transformação ambiental ocorra em um pólo avançado de proteção da biodiversidade da Mata Atlântica.

CONFIRA AS LICENÇAS: 
 Licença Prévia                       Condicionantes

Não adiantou a lei, os códigos ambientais, a relevância ecológica, nem tão pouco, a opinião de pesquisadores das principais universidades brasileiras, nem o alerta das organizações sociais e ambientais. O IBAMA se rendeu às urgências dos programas de governo, e inaugurou oficialmente uma nova era das condicionantes e compensações ambientais, capazes de transformar o mais feroz dos lobos na mais dócil ovelha.

O Porto Sul nunca poderia ter sido pensado, sequer imaginado no litoral norte de Ilhéus, se houvessem boas intensões socioambientais nesse projeto. Nesse lugar, existe um mosaico de ecossistemas de extrema raridade e vulnerabilidade. É uma área costeira marcada pela presença da água doce e dos ecossistemas úmidos, e que possui altíssima vulnerabilidade ambiental. A opção litoral sul foi considerada a melhor do ponto de vista ambiental, mas em nenhum momento do processo de licenciamento, o IBAMA requereu as provas técnicas de sua inviabilidade. Isto ocorreu porque eles sabiam que o motivo de se afastar da melhor opção ambiental era a demarcação das terras dos índios Tupinambás, que, no mínimo, atrasaria o processo.


O Porto Sul escolheu o pior local, que além de promover o maior desmatamento de Mata Atlântica e Cabruca já licenciado, causará danos irreversíveis, alterando o rio Almada, a linha do mar, provocando grandes assoreamentos e grandes impactos urbanos durante a sua construção. Quando começar sua operação, estaremos enfrentando riscos de poluição e de contaminação do ar, da água doce, dos rios, manguezais, da água salgada, mar e praias. Ilhéus está pagando o pior dos preços do desenvolvimento, que é dispensar a razão em função do cifrão, repetindo as mesmas loucuras que já fez duas vezes no passado.

Na primeira, construiu um porto dentro de uma baia, a do Pontal, onde os navios tinham que fazer zig zag entre pedra e bancos de corais, e depois, construíram um porto para desfigurar a cidade, assorear suas duas baias principais, e ainda sem pensar o acesso. Tudo feito sem visão de cenário de futuro, tudo feito na ilusão, do cacau ou do minério de ferro, que agora quer ferir gravemente o paraíso ecológico da união, da coletividade.
Sinto-me decepcionado com o rumo das coisas. Como cidadão ilheense, desde adolescente, estava alinhado com a defesa desse litoral extraordinário (Veja Aqui). Não sou um investidor, nem tão pouco um ambientlista fanático ou radical, apenas tenho uma crença que esse porto trará degradação ambiental a uma paisagem socioambiental de valor extraordinário.

Um ecossistema delicado, praias limpinhas,, barrinhas de agua doce,  brejos e japaras, mata altas de restinga, bichos raros, parques e áreas de proteção, muitos projetos ambientais e muito investimento e fama de lugar destacado pelo seu estado de conservação muito bom.

Por tudo isso, eu não imaginaria que, justamente um carioca, homem da terra que me ensinou a valorizar as belezas e as ciências naturais, viria a se tornar governador do meu estado para desconstruir esse sonho verde, esse talento brasileiro insubstituível que repousa nesse pequeno trecho de costa..

Nesses quatro anos, me alinhei com todos os que acreditam na informação. Registrei o máximo, dei de mim de coração. Foram dezenas de reportagens, entrevistas, divulgação de documentos, e, sobretudo, reflexão; permanente reflexão para entender os tempos em que estamos vivendo. Reveja AQUI.

Diante dessa licença, agora, mais do que nunca, precisamos estar a postos para acompanhar, tstemunhar e defender o bem comum, nesse sul da Bahia, cujo povo precisa ser merecedor das grandes dádivas que recebeu.

quinta-feira, novembro 08, 2012

UESC debate o lixo nosso de cada dia


CONVITE DA ORGANIZAÇÃO

É com enorme satisfação que informamos que encontram-se abertas as inscrições, e submissões de trabalhos, para o V Seminário de Estudos de Impactos Ambientais (SEMEIA) a ser realizado no auditório Paulo Souto, entre os dias 12 e 14 de Novembro de 2012, na Universidade Estadual de Santa Cruz, abordando a temática "Resíduos Sólidos".

Nessa edição teremos como abertura a palestra do renomado Jornalista Washington Novaes, colunista dos jornais impressos "O ESTADO DE SÃO PAULO" e "O POPULAR", e também consultor de jornalismo da "TV CULTURA".

Teremos a imensa satisfação em tê-los novamente semeando as ideias para um mundo sustentável.


Atenciosamente,

Comissão organizadora.


CENAS DE SUJEIRA DIGNAS DE FOTOGRAFIA
Sujeira, dificuldade de organizar o sistema de coleta, buracos negros no funcionamento, e a omissão da população faz de Ilhéus e Itabuna, fortes concorrentes em ranking cidade mais suja.

Recentemente Itabuna foi destaque nacional com um mundo de lixo jogado à revelia nas margens de seu contorno rodoviário. Já em Ilhéus, a coisa é pior ainda. É a cidade mais suja da região, e ainda ainda recebe toneladas de lixo em seus manguezais e praias, através do rios que desembocam no município, especialmente o rio Almada e o Cachoeira.


É oportuno destacar que, mesmo sendo um grande problema socioambiental dessa região, e que está diretamente relacionado com índices altíssimos de contágio da perigosa DENGUE, e ainda, que sem o conscientização da população não dá pra enfrentar o problema, somos carentes de  campanhas de conscientização. Pude sentir essa diferença quando voltei a morar em Ilhéus, pois na cidade do Rio de Janeiro, senti esse esforço da COMLURB de promover a informação e a educação ambiental sobre os resíduos.

Aqui, nem a TV, nem o rádio, nem as prefeituras e nem as empresas de lixo, mas sempre tem uma andorinha aqui e ali tentando fazer verão, e renascer a reflexão coletiva.Sã iniciativas como a do professor Armando Lucena da UESC, a Associação de Surf e outros da sociedade civil que anualmente tentar tirar o tema do escuro, e realizam mutirões simbólicos em alguma de nossas praiascom os poucos voluntários da consciência.

Quanto à presença de Whashington Novaes, só alegria, e um enorme prazer de tê-lo em Ilhéus. Ele é cara, papa, pioneiro, o incentivador e importante referência para todos os que se buscam a comunicação e o jornalismo ambiental.



sexta-feira, novembro 02, 2012

Goethea: Homenagem a Goethe que vem de Ilhéus.


   Tem riquezas que passam despercebidas, e que são esquecidas, ainda que sejam extraordinárias. Quando eu percebi que uma planta coletada no início do século XIX em Ilhéus é celebrada até hoje como uma referencia das flores brasileiras em várias partes do mundo, e que ela vive anônima e ameaçada em Ilhéus, mergulhei com entusiasmo nessa revelação, e em todas as obrigações de conhecer e ajudar na conservação dessa flor. 
   Exclusiva de Ilhéus, tem o nome envolvido com celebridades. Foi descoberta pelos viajantes naturalistas, mais especificamente coletada em Ilhéus pelo príncipe Alexander Philipp Maximilian zu Wied-Neuwied em 1816, e descrita pelo famoso botânico Christian Daniel Gottfried Nees von Esembeck, primeiro diretor do Jardim Botânico de Bonn, e com a participação de Carl Friedrich Philipp von Martius. Seu nome foi publicado em homenagem ao ícone do romantismo alemão, Goethe. Nas palavras de Nees von Esembeck: "a única planta que tem o nome do famoso escritor Joannh Wolfgang von Goethe". A planta foi ilustrada e também está nas primeiras edições da Flora Brasiliense. 
  No rastro da Goethea encontrei um tesouro, e uma história que sobreviveu nos jardins botânicos por todo o mundo, e que também teve momentos gloriosos no Brasil. Nas comemorações do centenário de morte de Goethe em 1932, Roquete Pinto e Alberto Sampaio do Museu Nacional plantaram uma Goethea na sede da Acadêmia Brasileira de Letras nos jardins do Petit Trianon no Rio de Janeiro. Antes do plantio, o ilustre botânico Alberto R. Sampaio fez um célebre discurso sobre os valores botânicos e culturais que nos inspiram o antigo gênero Goethea.
   Desaparecida por mais de um século, a Goethea foi redescoberta em Ilhéus em um grande projeto do Centro de Pesquisas do Cacau, Jardim Botânico de Nova York e Kew Garden de Londres, durante a década de 90. Agora constatamos que se encontra ameaçada de extinção, enquanto cultivares originados dessas plantas sobrevivem desde o Havaí até o Tahiti como referencias das flores do Brasil. A Goethea é uma embaixatriz do Brasil, mas por aqui, e na floresta é ignorada, e ainda não despertamos para o seu grande valor como patrimônio ecológico e histórico-cultural brasileiro, e da humanidade.
   Resolvi acreditar na mensagem dessa flor de que precisamos despertar um novo olhar para a floresta, e refletirmos Goethe, quando diz "do que adianta olhar sem ver?" Por isso, estudar, salvar e promover o seu cultivo é uma obrigação nossa, e uma questão de honra, obrigação e inteligencia.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Domingo no Paraíso Ameaçado


"Eu sou nascido aqui, nessas praias de coqueirais, de areias brancas, onde a vista não tem fim jamais" (São Jorge dos Ilhéus - Saul Barbosa e Holando Sant´Helena). As prais do litoral norte de Iléus são o meu símbolo antigo da grandeza da natureza desse município.

"Preciso de você, assim como eu preciso de respirar, a marezia, o cheiro doce que vem lá do mar".(São Jorge dos Ilhéus - Saul Barbosa e Holando Sant´Helena).Cobiçada pelo Plano de Aceleração do Crescimento - PAC para tornar-se alvo de um porto exportador de commodities agrícolas e minerais.

Seguimos em busca de um lugarzinho para brincar no magnífico paraíso. Conversamos sobre a vida. sobre Nós, gente, pai, mãe e filha, natureza.

Na praia do Pé de Serra, uma tartaruga morta, nesse 23/09/2012, às 12 horas. Já estava cercada de Urubus, em avanço estado de decomposição. Sabemos que existem problemas com barcos de pesca, redes, etc, mas desta aí, não sabemos. Devem ser tão antigas quanto essas praias que ainda estão conservadaspara nós,mas nem tanto para elas. 




Heis que estamos na praia mais bela. Na verdade, um monte delas, uma após a outra, recortando o mar com um nome diferente que opovo dá. Um riachinho e uma barrinha de água doce. São 30 km super bem conservados nesse litoral norte de Ilhéus.

Na foto acima, a praia de Luzimares - KM 25 - belísima e excelente para banho. 

Encontramos o paraíso, agua doce e água salgada em um só lugar. Nos deliciamos no perfeito clima, água macia, de várias temeraturas - quentinha ou friinha. Consagração da vida - da energia do amor de Deus.


Os riachinhos são típicos daqui. Podemos dizer que existe uma barrinha dessa a cada 5 quilômetros, em média. Um presente que precisa ser conservado, senão vai desaparecer. SOS Riachos do Litoral Norte. Barrinhas de águas medicinais que desguam no mar.

Riachos que nascem já perto da praia, e se não tiverem uma vegetação de proteção, serão facilmente assoreados. Desmatamento, aterros, loteamentos irregulares, e as alterações da linha de costa do projeto de construção do Porto Sul são ameaças reais às barrinhas do litoral norte de Ilhéus, e segundo o último relatório técnico do IBAMA, uma dessas barrinhas está dentro da área do projeto.

sábado, setembro 22, 2012

Redes irregulares de pesca estão afogando surfistas e banhistas

Renata Grechinski, de 23 anos, morreu em fevereiro afogada
por uma  rede de pesca enquanto surfava no Paraná.

PROJETO SURF SEGURO AQUI - SURF SEGURO NO FACEBOOK AQUI

No começo deste ano, uma rede irregular de pesca instalada na praia de Coroados, no litoral do Paraná, matou a psicóloga Renata Grechinski, de 23 anos, menos de uma semana após sua formatura. Dessa perda surgiu a ONG Parceiros do Mar – Surf Seguro.

“Por essas mortes serem consideradas ‘afogamentos’ não são registradas e nem investigadas as causas, por isso não temos parâmetros e nem dados. Mas são mais comuns do que pensamos. Podemos pegar como exemplo dados do Rio Grande do Sul, que segundo a ONG Mar seguro, 41 pessoas já foram vítimas assim como minha irmã”, conta a advogada Silva Turra Grechinski, irmã de Renata. Família e amigos criaram a Fun Page Surf Seguro no Facebook (http://www.facebook.com/SurfSeguro) para movimentar a discussão sobre a causa.

Mais recentemente, foi criada também uma petição do Avaaz.com para a favor de uma lei que delimite a área de pesca da área de lazer, para todos viverem em harmonia. “Nós, cidadãos preocupados com o uso indiscriminado do mar e a falta de segurança e fiscalização no litoral, pedimos a aprovação de uma lei federal que delimite áreas específicas para esportes náuticos, para lazer, e para a prática da pesca. Vamos nos unir para combater o desrespeito à vida, pois o mar é um bem público e nenhuma atividade nele praticada pode colocar em risco a vida das pessoas. Assine a petição e ajude a levar essa onda de amor adiante!", pede a família e amigos de Renata e de todos aqueles que já perderam alguém no mar.



ONG PARCEIROS DO MAR

Como conseqüência da indignação pela perda de Renata, sua família criou no facebook o movimento Surf Seguro, que já conta com mais de 1.500 pessoas que curtem a fun page. Para tornar ainda maior esse movimento está surgindo a ONG Parceiros do Mar, que tem o objetivo de mostrar que a pesca ilegal existe e faz vítimas.

“Não é uma guerra contra os pescadores, ao contrário, queremos nos unir a eles para combater àqueles que desrespeitam as normas, por meio de informação e orientação. A Renata estava a apenas 40 metros da areia quando se enroscou. A distância permitida para instalação de artefatos de pesca no nosso litoral é de 926 metros, meia milha”, diz Silvia.

O que a ONG quer alertar é que todos estão expostos a riscos enormes com essa prática. “Queremos alertar toda a população e também exigir maior fiscalização no nosso litoral. Minha irmã faleceu na alta temporada. Precisamos nessa época de reforços de bombeiros e mais postos de guarda-vidas”, finaliza.

Fontes: UOL Esporte - Sobre as Águas, por Antônio Alonso e Surf Já

quinta-feira, setembro 20, 2012

Papa considera visita ao Líbano como sinal profético de paz

"Um testemunho sincero e decisivo contra as divisões, contra a violência, contra as guerras''

Imagem aérea mostra multidão que acompanhou a missa em Beirute (Foto: Bilal Hussein/Reuters) Materia Orginal em G1-Globo neste Link.

Na catequese desta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI recordou os momentos de sua estadia no Líbano no último fim de semana por ocasião da entrega da Exortação Apostólica pós sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Para Bento XVI, os dias passados no país foram “uma bela manifestação de fé e de intensa religiosidade e um sinal profético de paz”.

Mesmo diante das circunstâncias difíceis, o Papa disse que esta foi uma viagem que ele realmente quis fazer. Isso porque ele considerou que “um pai deve ser sempre próximo aos seus filhos quando encontram graves problemas”.

O Papa relatou que, tendo em vista os sofrimentos e dramas vividos na região do Oriente Médio, ele manifestou sua sincera proximidade às aspirações da população, levando uma mensagem de encorajamento e de paz.

Para ele, o povo do Líbano e do Oriente Médio teve, durante sua visita, uma importante experiência de respeito mútuo, compreensão e fraternidade, o que constitui sinal de esperança para a humanidade.


“Os muçulmanos me acolheram com grande respeito e sincera consideração, sua constante e participante presença deram-me a oportunidade de deixar uma mensagem de diálogo e de colaboração entre Cristianismo e Islamismo: eu acho que chegou o momento de dar juntos um testemunho sincero e decisivo contra as divisões, contra a violência, contra as guerras”.

Bento XVI lembrou ainda o momento da assinatura da Exortação Apostólica, o que aconteceu após a cerimônia de chegada. “Naquela circunstância convidei os católicos médio-orientais a fixarem o olhar em Cristo crucificado para encontrarem a força, também em contextos difíceis e dolorosos, de celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança e da unidade sobre a divisão”.

Sobre o encontro com os Chefes da Comunidades religiosas muçulmanas, Bento XVI disse que a reunião desenvolveu-se com diálogo e benevolência recíprocos e destacou a necessidade de diálogo e cooperação entre os povos.

“Agradeço a Deus por este encontro. O mundo de hoje precisa de sinais claros e fortes de diálogo e cooperação, do que o Líbano tem sido e deve continuar a ser um exemplo para os países árabes e para o resto do mundo”.

Já em seu encontro com os jovens, o Papa recordou que os encorajou a serem firmes na fé e desenvolverem um relacionamento pessoal mais profundo com Cristo. Ao ver jovens cristãos e muçulmanos fazendo festa em harmonia, Bento XVI encorajou-os também a construírem juntos o futuro do Líbano. “A concórdia e a reconciliação devem ser mais fortes do que as forças da morte.

Por fim, o Santo Padre disse que, diante da multidão de fiéis reunida na Santa Missa, em seu último dia de visita ao país, quis exortar todos a viverem a fé e a testemunhá-la sem medo. Ele acredita que isso deve ser feito tendo em vista a vocação do cristão e da Igreja de levar o Evangelho a todos sem distinção, como fez Jesus.

“Tenho certeza de que o povo libanês, em sua multiforme e sólida composição religiosa e social, saberá testemunhar com um novo apreço a verdadeira paz, que nasce da confiança em Deus”, disse.

quarta-feira, setembro 19, 2012

Permacultura


SAIBA MAIS - VIVA BEM 
SIGA Permacultura no Sul da Bahia
 AQUI

A permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.

Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 70. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos na sua generalidade, que não apenas.

Os princípios da Permacultura vem da posição de Mollison de que “a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e da de seus filhos” (Mollison, 1990).

A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções, e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia.

Permacultura é a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.

A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis.

Pode se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes.

Jardins Permaculturais


Sistemas Sustentáveis
Ofertamos a concepção e execução de belos e autosustentáveis sistemas vivos para seu jardim.


Oferecemos serviços em:

•Desing de sistema de Permacultura completo

•Sistemas agroflorestais

•Jardins ornamentais

•Jardins Mandala

•Horta Orgânica

•Espiral de ervas aromáticas

•Jardins de ervas medicinais

•Criação de Pomares

•Reflorestamento

•Sistemas de compostagem

•Utilização da Águas Cinzas

•Manutenção geral do sistema

•Consultoría en Permacultura

Projeto de Educação Ambiental Arca de Noé


Uma Metodologia de Ensino a Serviço da Vida

André Ruschi é um dos mais antigos parceiros nossos, nessa maravilhosa caminhada de amor a natureza, e ao ser humano. Ele esteve no Sul da Bahia em 1986 como consultor ecológico a convite da bióloga Rute Colares, fato que já resgatamos aqui (link). Na ocasião, Ruschi realizou uma visita técnica ao rio Almada e Lagoa Encantada, realizando anotações e projeções matemáticas sobre a biodiversidade dos ecossistemas do litoral norte de Ilhéus.

O projeto Arca de Noé vem desde essa época, sempre inovando e pesistindo na Educação Ambiental. Em sua caminhada, André ajudou a criar a Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi (Santa Cruz, Aracruz, ES) e o Parque Florestal Augusto Ruschi (Santa Teresa, ES), e segue nos ensinando que devemos plantar flores para preservar nossos beija-flores, alêm de seguir, guardar e promover os ensinos e memória de seu pai, Augusto Ruschi (foto à esquerda), um dos maiores cientistas brasileiros, nos ensinou muito sobre esse amor pela natureza.



 CURSO EDUCAÇÃO AMBIENTAL/ AQUECIMENTO GLOBAL
DATA: 29 e 30 de setembro (sábado e domingo) a partir das 9:00 hs

As ciências são o produto da curiosidade inata de milhares de gerações, encontrando respaldo na curiosidade espontânea das crianças. O mundo moderno e suas conquistas são produtos das ciências. Cabe ao educador fundamentar a ética da vida para a utilização correta das ciências e dos recursos naturais. Fazer isto é fazer EDUCAÇÃO AMBIENTAL. (André Ruschi)

PRINCIPAIS TEMAS ABORDADOS:

Filos animais, ecologia humana, ecologia urbana, currículo escolar, ecologia marinha, ecologia florestal, sociologia, antropologia, cidadania, poluição, legislação ambiental, ONGs, psicologia da aprendizagem, psicologia e percepção, condicionamentos, didáticas, faixas etárias, formação de valores, linguagem corporal, dinâmica de grupo e formação de projetos.

A reserva/escola de Ecologia Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi tem mais de 40 anos de trabalho de campo, dedicada a pesquisas, cultura e educação ambiental, fundada pelo cientista Augusto Ruschi, Patrono Nacional da Ecologia e dirigida pelo seu assistente direto e filho, o cientista e ambientalista, profº André Ruschi, ecólogo e educador ambiental, autor do capítulo de meio ambiente da Constituição Federal de 1988 e lei federal de Educação Ambiental.

Os beija flores, às centenas, incluindo-se espécies em extinção, proporcionam um espetáculo único e imperdível com seu balé aéreo e show de cores brilhantes. A praia e o mangue, beija flores, plantas medicinais, APA e REVIS marinhos são atrativos naturais imperdíveis filmados por dezenas de TVs nacionais e internacionais, propiciando ambiente especialmente favorável ao desenvolvimento de cursos ambientais.

Contando com uma infra-estrutura ampla e área de 300.000m2, a EBMAR possui instalações para pesquisas, hospedagem e alimentação, 8 ha de floresta virgem, 7 ha de área em recuperação, 6 ha com experiências de agricultura orgânica de plantas medicinais, 5 km de trilhas de floresta Atlântica e restinga, teatro de arena e área de camping.

Para professores, biólogos, oceanógrafos e estudantes de ensino superior, pessoas que queiram treinar didáticas, desenvolvimento de currículos para escolas e prefeituras

AGENDA E INFORMAÇÕES POR RESPOSTA A ESTE ESTE EMAIL
ruschi1@terra.com.br

Custo com alimentação e estadia: R$ 300,00
Para inscrição, responda a este email.

Maiores informações no site www.augustoruschi.org e/ou 0xx-27-99822835.

quarta-feira, agosto 29, 2012

Aprovação do Plano da Mata Atlântica de Ilhéus



O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Ilhéus - CONEMA vai realizar uma reunião extraordinária, amanhã, dia 30 de agosto às 16:00 horas no salão nobre do Palácio Paranaguá para a aprovação do Plano Municipal da Mata Atlântica de Ilhéus (PMMA), conforme deliberado pela plenária.

Um Plano de Conservação para a Mata Atlântica no município de Ilhéus é de grande importãncia para o futuro desse município, e para o próprio futuro da Mata Atlântica. Ilhéus é o centro, e o maior símbolo do sul da Bahia, região que é considerada uma das mais ricas em biodiversidade dentro do próprio bioma da Mata Atlântica, e tambêm, quando comparada a outras regiões do planeta.

O futuro da Mata Atlântica está escrito no futuro de Ilhéus, e o futuro de Ilhéus precisa enxergar como vantagem, qualidade e cursor de bons caminhos, a conservação da Mata Atlântica.

quarta-feira, agosto 01, 2012

O Corredor Ecológico Esperança Conduru


Mais informações sobre o Projeto Corredores Ecológicos do Sul da Bahia, você encontra no site Esperança Conduru, que trás entrevistas com os gestores das quatro Unidades de Conservação do corredor ecológico, reportagens sobre projetos socioambientais e iniciativas inovadoras na região. Também disponibiliza um acervo multimídia, que inclui diversos documentos, mapas, fotografias e vídeos sobre o Corredor Ecológico.
por Paulo Paiva

Há pouco mais de uma década, o sul da Bahia criou um projeto ousado para proteger a Mata Atlântica. A construção da BA-001 (Rodovia Ilhéus – Itacaré), pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo – PRODETUR, alavancou uma série de projetos socioambientais, visando conciliar a proteção da floresta com o desenvolvimento humano, através do turismo sustentável, e busca de arranjos produtivos sustentáveis. Como compensação ambiental da estrada, a sociedade civil e governo acertaram a criação do Parque Estadual Serra do Conduru - maior unidade de conservação estadual da Mata Atlântica, abrangendo a proteção integral em 9.257 hectares. Também criou, e ampliou, em seu entorno, duas Áreas de Proteção Ambiental, a APA Costa de Serra Grande/Itacaré, com 62.960 hectares, e a APA da Lagoa Encantada e Rio Almada, com 157.745 hectares.


Na fotografia de Fábio Coppolla (acima), o verde do Conduru, principal remanescente do Corredor Ecológico, atrai cada vez mais a atenção da sociedade, de cientistas, estudantes, turistas, e amplia sua rede de parcerias com as comunidades da região, ONG´s, empresários e voluntários do desenvolvimento socioambiental. Abaixo, mais um clik do artista, retratando a APA Costa de Serra Grande / Itacaré. 

A extraordinária riqueza natural do circuito Ilhéus-Itacaré ganhou notoriedade, atraiu visitantes, e investimentos associados à conservação. Tornou-se uma referência internacional de turismo ecológico, e um dos principais polos de busca de inovação e boas práticas que tentam conciliar a conservação florestal e ambiental, com o desenvolvimento humano.

A proposição do Corredor Ecológico estre Ilhéus, Uruçuca e Itacaré tem cara, e resume bem, o teor das sementes que foram plantadas anos atrás, frutos de decisões acertadas para o desenvolvimento do sul da Bahia. Com uma visão da conservação ambiental em nível regional, o projeto, denominado Corredor Ecológico Esperança Conduru trabalha com o planejamento de contínuos florestais, reconectando fragmentos isolados. No seu extremo em Ilhéus, o início desse último grande refúgio da Mata Atlântica nordestina, se apresenta solene, através do  centenário Parque Municipal da Boa Esperança, que protege 437 hectares de remanescentes em planos limites urbanos da cidade de Ilhéus.


Na foto de José Nazal, o Parque Municipal da Boa Esperança, contínuo com a área urbana central da cidade de Ilhéus. Tem um potencial extraordinário para receber milhares de turistas, e promover o extraordinário repertório de valores da conservação que estão relacionados ao nome dessa floresta de Ilhéus, e do sul da Bahia, hoje, recordista de biodiversidade, mas já historiada desde as primeiras décadas após o descobrimento. Infelizmente, o município ainda não entender que o parque é um equipamento que pode trazer lucros diretos, econômicos, e indiretos para a imagem de Ilhéus.   

Na realidade, trata-se de um minicorredor, dentro do Corredor Central da Mata Atlântica, que abrange do sul da Bahia, e o estado do Espírito Santo, que, somado ao Corredor da Serra do Mar, compreende a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - título da UNESCO para os bens considerados “Patrimônio da Humanidade”. Atualmente, um grande número de instituições públicas, organizações sociais e empresas, atuam na gestão dessas áreas protegidas.

O projeto “Planejando Paisagens no Corredor Esperança Conduru”, concebido pelo Instituto Floresta Viva com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, tem norteado as ações, que envolvem mobilização social, promoção da informação, capacitação de agricultores, demarcação de reservas legais, apoio a criação de reservas particulares e reflorestamento. O Corredor Ecológico Esperança Conduru é considerado um hotspot, expressão utilizada para descrever os biomas com maior biodiversidade, e que estão mais ameaçados em todo o planeta. Ele detêm o recorde mundial de espécies lenhosas por hectare, e estudos recentes indicam tratar-se do trecho de maior biodiversidade de todo o litoral brasileiro.

As qualidades desse corredor estão alem das extraordinárias paisagens, e abrange dezenas de comunidades tradicionais de pequenos agricultores, ribeirinhos, quilombolas e pescadores. O futuro do corredor depende também, da valorização das atividades econômicas tradicionais, do incentivo às tradições e saberes regionais, e de uma economia diversificada. A atividade tradicional do sistema cacau-cabruca, sistema centenário de plantio que ajuda a proteger a floresta, e mantem alta biodiversidade, também é fundamental.

Mais que é um projeto, o Corredor Ecológico é um programa permanente, que olha para um futuro, onde ilhas verdes, hoje isoladas, estejam reconectadas, favorecendo os ciclos vitais da Mata Atlântica (biológico, hídrico e climático), e de seus ecossistemas associados (restingas, manguezais, costões rochosos, brejos, campos, lagos, rios e bancos de corais). Mas esse futuro só será possível, se esses valores estiverem inseridos na cadeia produtiva, e no cotidiano das pessoas, e de forma mais ampla, promovendo a educação, o desenvolvimento científico e a cultura do sul da Bahia.                                                                                                                                                                                                                     

Indicadores Sociais de Ilhéus: O Retrato Cruel de Nossos Desafios


O Lançamento dos Indicadores acontecerá no dia 02 de agosto de 2012 (quinta-feira), às 18:30h, no Teatro Municipal de Ilhéus.

O evento contará com a presença e palestra de Oded Grajew, fundador do movimento nacional de Cidades Sustentáveis, da Fundação Abrinq, do Instituto Ethos e de outras instituições sociais brasileiras. Também participarão do lançamento, os três prefeituráveis de Ilhéus: Sra. Carmelita Ângela (PT), Sr. Jabes Ribeiro (PP) e Sr. Jorge Luiz (PSOL).

E AGORA CANDIDATOS?

A nossa multi-vocacionada Ilhéus tem um enorme desafio nos próximos anos: Libertar os cativos da miséria que se esconde por detrás dessas nossas belas paisagens, como me disse uma vez, o Marcos, ex-diretor da CARE Internacional em Ilhéus. E eu acrescento, "e dentro de nossos mangues!". Ilhéus atrai a atenção do Brasil e do mundo pela suas riquezas naturais, e isto acontece desde as primeiras décadas após o descobrimento, mas não soube desenvolver até hoje, um modelo que seja justo e sustentável.

Em tempos de especulação e crescimento econômico, a cidade é assediada pela construção civil, pelo seu capital humano desvalorizado, pelas delícias do maior litoral de todo o nordeste (quase 100 km), pelo conjunto extraordinário das mais belas propriedades rurais falidas, pela disponibilidade de água doce, pela sua localização geográfica estratégica, etc. E continua atraindo gente, sejam pobres de outras regiões, que aqui vêem sua última esperança, e investidores de todo tipo.  

Mas essa terra, que adormeceu em uma civilização Grapiuna, iludida pela própria grandeza, tornou-se mesmo a mais bela terra injusta e desorganizada do litoral brasileiro, e candidata fortíssima a cidade mais degradada e sucateadas pela má gestão política.

O apartheid do cacau e suas hipocrezias está aí - Mais vivo que nunca! A prova são os índicadores sociais de Ilhéus e Itabuna: Os piores possíveis! Estamos no topo da desventura, e desgraça social, que, se perdurar, nunca seremos nada, e até o nosso chocolate perderá o sabor da justiça. É aqui, onde mais se mata jovens da periferia, crimes em maioria impunes. Lixo, dengue, analfabetismo, crak confirmam o desgoverno da Naus da nossa Ilhéus, onde uma mulher com um cisto no peito demora meses para  conseguir um exame de mamografia. Essa é Ilhéus - Território da Cidadania - distintivo das regiões com os piores índices de desenvolvimento humano da Bahia.

O pano de fundo de tudo isto? Corrupção, incompetência, planejamentos equivocados, falta de cultura de autoestima regional,  falta de participação e falta de ânimo, paciência e estímulo para tomarmos as rédeas do presente e do futuro planejado, e isto se faz ocupando as nossas associações, os espaços de comunicação, a prefeitura e a nossa Câmara Legislativa com a nossa verdade, alma e coração. Só assim, nos salvaremos dos lobos, só assim destinguiremos o bem do mal, o bom do ruim, e obrigaremos os governantes a colocar o dinheiro e o bem público à serviço do povo.


ACORDA MEU POVO !

O CONVITE DO INSTITUTO NOSSA ILHÉUS É UM CONVITE PARA TIRAR AS VENDAS DOS OLHOS, E ASSUMIRMOS A NOSSA CIDADE, E O DESAFIO DE CONSTRUIR O FUTURO PARA OS SEUS HABITANTES. 

O Instituto Nossa Ilhéus e seus parceiros convidam a sociedade Ilheense para o Lançamento do Sistema de Indicadores de Ilhéus, uma ferramenta que permite mensurar o desempenho de Ilhéus em 70 diferentes indicadores em diversas áreas: Saúde, Educação, Violência, Trabalho e Renda, Juventude, Trânsito, Condições de Moradia e Pessoas com Deficiência. Por meio destes indicadores sobre a situação da cidade e o desempenho das políticas públicas, o sistema retrata os desafios e as desigualdades internas da cidade, permitindo diagnosticar, planejar, monitorar e exercer o controle social.

 O Sistema de Indicadores de Ilhéus é uma ferramenta de conhecimento e mobilização social. Por meio de 70 indicadores sobre a situação da cidade e o desempenho das políticas públicas, em diversas áreas: Saúde, Educação, Violência, Trabalho e Renda, Juventude, Trânsito, Condições de Moradia e Pessoas com Deficiência, o sistema retrata os desafios e as desigualdades internas da cidade, permitindo diagnosticar, planejar, monitorar e exercer o controle social.

 Os dados são apresentados com séries históricas e são os mais atualizados disponíveis, referentes em sua grande maioria a 2011, incluindo dados do Censo do IBGE. Estes indicadores são apresentados em uma ótica comparativa com outras cidades de mesmo porte que Ilhéus e também da região e alguns são apresentados com comparativo entre diferentes áreas de Ilhéus.

A partir desse conhecimento, é possível identificar grandes desafios para Ilhéus e para a região, que se colocam abaixo da média na maior parte dos indicadores utilizados. Isso deverá levar a debates, discussões e participação consciente da sociedade, a fim de construir um conjunto de metas e de estratégias para o contínuo desenvolvimento de nossa cidade.

Com isso, torna-se possível aprimorar a discussão das políticas públicas, buscando a construção de metas de transformação real da situação de vida e da garantia de direitos da população da cidade, em lugar de simplesmente discutir construções, obras e realizações. É objetivo do Instituto Nossa Ilhéus definir, a partir deste sistema, um conjunto de compromissos para o desenvolvimento da cidade, por meio da discussão e mobilização social.

sexta-feira, julho 13, 2012

Personalidade: Oded Grajew



por Paulo Paiva

ODED GRAJEW

ELE É UM MENSAGEIRO DA BUSCAS DE CAMINHOS DA SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES, DA SOCIEDADE, DA MUDANÇA QUE COMEÇA NAS PESSOAS, E À PARTIR DAS CIDADES. NO BRASIL, 85% DAS PESSOAS MORAM NAS CIDADES. "É NAS CIDADES QUE VAI SE TORNAR MAIS CLARO O CAMINHO A PERCORRER", AFIRMA.

Todo mundo fala das florestas, da água e dos oceanos, mas o legal é que o Oded Grajew fala das cidades, e da sociedade que vive nas cidades. Vamos encontrar um caminho de mudar esse país sem saúde e educação, a agir agora, todas as comunidades pensando no bem comum. Não queremos que a São Paulo de hoje, seja a Ilhéus de amanhã, e olhe que a São Paulo de hoje, em muitos aspectos é melhor do que a Ilhéus de hoje.


Oded Grejew, um dos organizadores do Fórum Social Mundial, do Projeto Cidades Sustentáveis e do Movimento Nossa São Paulo é um dos grandes mensageiros das preocupações e reflexões centrais de um novo modelo de desenvolvimento. Ele aposta na mudança da governança nas cidades, e no programa de indicadores implantados em São Paulo, um programa piloto, que está sendo adotado por todo o Brasil, como uma referência. Ilhéus é pioneira e está dentro do programa, e refletindo os indicadores sociais, através do Instituto Nossa Ilhéus, dirigido por Maria do Socorro Mendonça, pensando Ilhéus, seguindo o o exemplo do experiente mensageiro. 


O caminho do aprendizado de novas práticas começa ao prestarmos atenção nas coisas, e seguirmos os exemplos. Grajew fala, que se a gente não se incomodar, se não fiscalizarmos o orçamento público, se não comprometermos os nossos governantes com metas e indicadores, ninguém pense que vamos mudar alguma coisa. E essa coisa de que estamos falando é a falta de assistência básica à saúde, e a vida. Em Ilhéus, uma mulher com um nódulo no peito, pode esperar mais de nove meses para fazer uma mamografia.


Todos falamos, reclamamos, mas agora é hora de mudar mesmo, senão vai piorar muito. De apurar os desvios de dinheiro público, a corrupção que consome as riquezas do trabalho, acabar com a farra dos "municípios corruptos, corruptores de seus cidadãos", geralmente, explorando os mais fraco em recursos. 




A proposta é enxergar o que está errado, e propor um novo cenário. Planejar o futuro das cidades Brasileiras. Parabéns ao Instituto Nossa Ilhéus, e que Deus abençõe a sua missão fundamental. Que possamos estar acordados para as mudanças sérias, que o tempo sinaliza que devem acontecer em todos os campos de nossas vidas. Tempo de transformações, onde o mensageiro Oded Grajew é uma das vozes que expressa e comunica essas novas ideias, que mobilizam a urgência de mudanças. Uma sociedade que conversa, dialoga, uma cidade melhor. Um futuro planejado, de bem e paz mensurável é possível. As novas mensagens que precisamos internalizar, como a mensagem de Oded Grajew, de se acordar, "meu povo", e entender que ser cidadão é não se deixar manipular, e não se conformar, por nenhuma ilusão, a violência e a injustiça.

"É nas cidades, do meu ponto de vista, que as coisas vão se decidir. Porque, não só pelas riquezas acumuladas, pela população que está concentrada nas cidades - no Brasil são 85% da população está em cidades. Mas quando a gente fala em florestas, de bioma, da água, é a cidade que consome esses produtos, então, o que a contecer com as cidades é que vai mostrar o caminho que a gente vai percorrer."

 



 

 

quinta-feira, julho 12, 2012

Pagamentos por Serviços Ambientais no Brasil

Levantamento reúne as iniciativas legislativas sobre Pagamentos por Serviços Ambientais em desenvolvimento ou já ativas no Brasil, concluindo que é preciso uma regulamentação em nível federal para alinhar as estratégias

O Imazon e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (GVces) elaboraram um novo estudo chamado Marco Regulatório sobre Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil com o objetivo de mapear e analisar leis e projetos de lei sobre PSA e Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e o papel da conservação, manejo e aumento de estoque florestal (REDD+) em âmbito federal e estadual.

“Entendemos que REDD+ possui várias especificidades ligadas às discussões internacionais sobre mudanças do clima e que nem sempre soluções pensadas para PSA de forma geral podem ser aplicadas diretamente à REDD+ (e vice-versa). No entanto, há aspectos comuns aos dois temas que podem ser comparados para fomentar o debate sobre sua regulamentação e implementação”, explicaram os autores.

Trinta e três iniciativas foram identificadas, porém 28 foram selecionadas para análise, oito em nível federal, entre eles o Fundo Clima e o Programa Bolsa Verde, e vinte em nível estadual (Veja mapa).

Algumas iniciativas específicas são sobre PSAs e outras são de fato leis sobre mudanças do clima, mas que instituem programas de PSA. Os estados abrangidos por estas leis incluem: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

A grande diversidade de abordagens foi examinada com base em nove componentes: arranjo institucional, tipos de serviços ambientais abrangidos, fontes de recursos, beneficiários, categorias fundiárias elegíveis para os programas, requisitos de acesso ao recebimento de benefício, remuneração e critério de cálculo, sistemas de verificação de prestação do serviço e salvaguardas socioambientais (baseado no documento de Princípios e Critérios Socioambientais de REDD+. Imaflora, 2010).

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Fonte: Instituto Carbono Brasil