sábado, outubro 31, 2015

Relembrando Newton Mendonça, e seu filho Fernando.


  
 Um artista extraordinário tem sua biografia associada a uma lacuna, o desconhecimento popular. Faltam mais referências e reverências ao nome de Newton Mendonça (14.02.1927 / 22.11.1960), um parceiro inicial, fundamental para a música, e para o sucesso de Antônio Carlos Jobim, muitas vezes dito como único autor lindas obras compostas em grande parceria de letra e melodia. Seu filho, Fernando Mendonça foi um dos meus primeiros amigos no Rio, e através dele, a obra do pai, recheada com das músicas brasileiras mais cantadas no mundo.
 Você pode até pensar que não conhece a música de Newton, mas elas estão em nosso coração, e basta um primeiro verso ou melodia e logo reconheceremos cações já amadas: Desafinado, Samba de uma nota só, Caminhos Cruzados, Meditação e Discussão. Músicas que se destaca entre as mais bem sucedidas da MPB do Brasil.
 Eu, você, o mundo inteiro ouviu Newton Mendonça, mas o compositor e letrista faleceu sem ter podido colher os frutos de sua parceria com Tom Jobim. Newton foi o vencedor do I Festival da TV Record, em 3 de dezembro de 1960, com a música "Canção do Pescador", e já não pode estar presente para receber o troféu. Poucos dias antes, no dia 22 de novembro, aos 33 anos, morreu de enfarte fulminante que o vitimou. O prêmio foi entregue à sua esposa, Dona Cirene. Não conheceu o sucesso de suas músicas entre um seletíssimo repertório das composições mais famosas do Brasil, ao lado de "Aquarela do Brasil" e "Garota de Ipanema".  
  Vi um vídeo em que Tom Jobim pergunta aos repórteres: Vocês conhecem ele? Newton, através de sua genialidade está em todos os países, é cantado pelos ícones da música mundial, e nunca para de ser regravado. Um sucesso permanente desde Zimbo TrioFrank SinatraStacey KentElla FitzgeraldSharon Clark QuartetBadem PowellLeny Andrade, etc.
   Mas essa história ficou ainda mais dramática, quando seu filho mais novo, também músico e compositor, meu estimado amigo Fernando Mendonça veio a falecer, em 1999. Nos deixou aos 38 anos, também vítima de um infarto, aumentando ainda mais essa saudade de bons tempos de amizade e bossa-nova que se repetem sem fim, enquanto houver a música brasileira.




Newton Mendonça faleceu sem conhecer a fama de suas músicas.


Newton Mendonça e seu primeiro filho  Marcelo Mendonça.
Fernando Mendonça, também compositor, e seu filho.
Um livro, vídeos e algumas reportagens reclama o esquecimento de Newton.



Marcio Montarroyos: Amigo de Ilhéus

Ele esteve em Ilhéus em 1986, onde realizou um show inesquecível no Circo Folias da Gabriela, e tornou-se um amigo da terra. Participou do disco de Saul Barbosa, e me disse que queria voltar com seu show, mas Deus lhe levou para tocar em outros mundos. Marcio foi a primeira personalidade homenageada nesse blog, numa postagem que perdi. Agora reafirmo esse ligação nossa com um dos maiores instrumentistas brasileiros de todos os tempos.

Foi um show inesquecível com seu quinteto mágico e a participação especial de Serginho do Trombone. O vídeo que encontrei que mais se aproxima do estilo desse show foi o  "José Lourenço no Quinteto Márcio Montarroyos", que nesse caso, trás outro gênio (Heitor TP), ainda novinho, que também circulou pelo´estúdio de Chico Batera durante a gravação do disco "O Ar, o tempo e o vento" de Saul Barbosa, em 1986.

Visita a Márcio Montarroyos no Rio: Foto inédita.
Participação especial em disco de Saul Barbosa.
Astro nunca esqueceu Ilhéus.