terça-feira, novembro 15, 2016

O Bicho de porco, o médico e o delegado na república das bananas.

  Hoje eu me dei conta que peguei quatro "bichos de porco" nos pés. Eu conheço esse parasita, e já tirei alguns na vida. Poxa, mas quatro!? Perguntei a cozinheira amiga da delicatessen o que fazer, e ela me respondeu: Fure e bote querozene! Mas na dúvida resolvi buscar um profissional para a extração e curetagem adequados. 
  Primeiro fui na COCI, que estava tranquila mas a atendente disse: Só o cirurgião, mas hoje não tem, então o senhor vá ao HOSPITAL REGIONAL. Lá encontrei o que todos sabem. Na sala com o nome "ACOLHIMENTO" ouvi a sentença: Aqui é facada, tiro... entendeu? Em seguida a assistente social disse que não me receberia, nem os dois cirurgiões de plantão, pois, "não é aqui, e sim no POSTO DE SAÚDE". Então exigi que me declarassem por escrito o motivo alegado para não tirar os bichos. 
  Aí esqueci de mim e fui atrás dos meus direitos republicanos. Resolvi ir na delegacia saber se um cidadão pode dar queixa por negação de atendimento, e se eu tinha direito a uma justificativa palpável, investigável, e não resposta de pé do ouvido. Logo o agente virou médico e queria saber o que eu tinha, e eu lhe respondi que não fui ali para avaliação de saúde. Fui levado ao delegado, que também agindo como "médico" disse que meu caso não era emergência, e não poderia registrar queixa. Perguntei a ele onde eu poderia ir? Ele disse: PROCON, Defensoria Pública... 
    Com esse nome bonito na cabeça (DEFENSORIA PÚBLICA) voltei à COCI, pois queria saber da atendente porque ela me mandou pro Regional, e me disse que só um cirurgião atenderia, enquanto lá me disseram que era caso de POSTO DE SAÚDE. Aí fui encaminhado para a médica plantonista que tinha uma resposta pronta: "É no posto médico, desde que um clínico avalie". A senhora é clinica?, lhe perguntei. Ela respondeu que sim e retruquei: por que não me atende? Foi a primeira resposta com prazer na caminhada: Porque eu não material de soltura! Era o fim: Uma médica nova, concursada e já lavando as mãos. Lamentei educadamente a postura dela.
    Não me dando por satisfeito, pois sempre deve haver esperança para o cidadão, porquê não apostar no POSTO DE SAÚDE DA URBIS (!?). Fui com fé republicana  mas dei com a cara na porta. É feriado! A porca tá de folga e o sistema infame, desajustado.
   A conclusão é que isto é uma merda de república, embananada numa merda de herança maldita, que está impressa no DNA dessa sociedade. Nessa teia social, desde sempre, o delegado e o médico, protegidos pelo político, juiz e dono de terra metem o pau no povo, e tudo fica por isso mesmo. Ou seja, o Brasil só quer cuidar de vacas e vagabundos!

CONTINUAÇÃO:

Fui no CESP, no São José, e toda a história se repete. Tinha 10 bicho de porco, e no final minha salvação veio da roça, de uma senhora, excelente cirurgiã do povo, e viva Deus nas alturas!